Avançar para o conteúdo principal

Meio Ambiente pede socorro

 

Cristiana Nepomuceno ( foto: divulgação)


Resíduos plásticos, guimba de cigarro, isopor e até roupas são alguns materiais encontrados, diariamente, nos rios e mares do Brasil. Um estudo realizado pelo programa Lixo Fora D´ Água, da Associação de Limpeza Pública e Resíduos Especiais apontou que os resíduos plásticos correspondem a 48,5% dos materiais que são despejados no mar.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas por ano, em todo o planeta, e somente 19 a 30 toneladas são recicladas.

Segundo Cristiana Nepomuceno, advogada ambiental, os resíduos não tratados ao chegar nos mares e rios além de contaminar a água e animais, provocam desequilíbrio ambiental, representando uma grande ameaça à vida aquática. “O descarte inadequado de resíduos se transforma em pilhas de lixo nos rios, prejudicando a sobrevivência da fauna e flora das regiões”.

Ainda de acordo com Cristiana, plásticos que são utilizados uma única vez, e em seguida são descartados na natureza prejudicam a saúde humana e a biodiversidade, pois poluem desde o topo das montanhas até o fundo dos rios e dos oceanos. “Ainda precisamos evoluir mais, principalmente, na conscientização sobre a separação dos resíduos e implantação de sistemas de coletas mais efetivas”.

 

O que são os 5 rs?

Os 5 rs são um estilo de vida sustentável preocupado com a diminuição geração de resíduos no planeta. As cinco palavras, repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, ajudam a construir um comportamento humano em compromisso com meio ambiente.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Repatriação de bens culturais envolve polêmicas, mas abertura ao diálogo amplia devoluções

  Crédito: Freepik A quem pertence um bem cultural exposto em um museu do outro lado do mundo: à instituição que o possui ou ao país de origem? Independente de qual seja sua convicção, esta não é uma pergunta com resposta tão simples. E é exatamente por isso que, nos últimos anos, as discussões saíram dos museus e alcançaram os ministérios da Cultura de diversos países. Em alguns casos, aliás, tornou-se uma pauta governamental. ‌ É o caso do Paraguai, cujo presidente, Santiago Peña, reivindica a repatriação de cinco peças atualmente abrigadas pelo Museu Paranaense, em Curitiba. Os artefatos pertenceram ao ditador Francisco Solano López, que governou o país entre 1862 e 1870 e o levou à derrota na Guerra do Paraguai, contra Brasil, Argentina e Uruguai. ‌ “Boa parte das peças expostas nos museus mundo afora foram tomadas durante a colonização imposta pela Europa sobre nações de outros continentes, onde em muitos casos prevaleceram políticas sanguinárias instituídas pela metrópole”, s...

Negar atendimento médico é negar a vida

O autor é o advogado   Thayan Fernando Ferreira , especialista em direito de saúde e direito público, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados -   contato@ferreiracruzadvogados. com.br   O volume de ações judiciais contra operadoras de planos de saúde suplementar no Brasil tende a explodir. Ao menos é o que discute um estudo recente do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) que indica que os casos de judicialização poderão chegar a 1,2 milhão de novos processos por ano até 2035.  De uma maneira geral, o IESS chegou a essa projeção de que o volume de judicialização pode alcançar tal margem com base na análise do crescimento exponencial das demandas judiciais contra planos de saúde nos últimos anos. Entre 2020 e 2024, por exemplo, houve um aumento de 112% no número de novos processos, saltando para cerca de 300 mil apenas em 2024. Esse crescimento reflete falhas estruturais do sistema. Quando as operadoras...

Taxa Selic ainda dita juros de mora, mas definição não alcança unanimidade nem mesmo no STJ ‌

Créditos: Freepik A Taxa Selic tem papel importante para os consumidores interessados em financiar um imóvel ou um carro. Também é responsável por determinar “o preço” dos empréstimos bancários, assim como é útil para investidores com ativos atrelados à taxa básica e para o controle da inflação no país. Mas outra função à qual é vinculada é a de servir como índice para a atualização de dívidas tributárias civis. Isto significa que, em casos de inadimplência, a cobrança de juros é calculada sobre o valor vigente, que hoje está em 12,25% ao ano. Essa prerrogativa já é assegurada pelo Art. 406 do Código Civil, mas somente para os casos em que não haja juros moratórios previamente determinados. O problema, que se tornou entrave numa apreciação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), é que sua variação poderia ser danosa para a cobrança de débitos junto a inadimplentes. “Existem hoje duas correntes de pensamento no STJ a respeito do uso da Selic para atualizar os débitos tributários. A prime...